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Terça 9 Fevereiro 2010
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Arcebispo irlandês pede desculpas por abusos sexuais a menores

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Investigação revela agressões e abusos em instituições católicas. Governo do país também foi criticado por não ter coibido os crimes. O arcebispo da Igreja Católica irlandesa, o cardeal Sean Brady, pediu desculpas e disse estar "envergonhado" pelos milhares de casos de abusos sexuais, físicos e psicológicos cometidos por religiosos em instituições do país durante quase 70 anos.

Do G1, com agências internacionais

Brady emitiu um comunicado hoje em resposta à publicação de um relatório da Comissão sobre Abusos a Menores, realizada em 2000, para esclarecer denúncias de abusos ocorridos desde 1940, até meados da década de 80.

 

Foto: AP

Homem observa a Cruz do Povo, no Parque Phoenix, em Dublin, nesta quarta-feira (20). (Foto: AP)

Um relatório governamental divulgado nesta quarta-feira (20) na Irlanda acusa padres de terem agredido e abusado sexualmente de milhares de crianças durante décadas em instituições católicas como orfanatos e escolas de ofícios.

A Comissão de Inquérito sobre Abuso Infantil foi estabelecida pelo governo em 2000. O resultado de sua investigação acusa sucessivas gerações de padres, freiras e irmãos de agredir, deixar à mingua e, em algum casos, abusar de crianças entre 1930 e 1990.

"Um clima de medo, criado por punições pervasivas, excessivas e arbitrárias permeava a maioria das instituições", diz o relatório.

Catálogo vergonhoso

O relatório, disse o arcebispo, "documenta um catálogo vergonhoso de crueldade, abandono, abusos físicos, sexuais e emocionais", que aconteceram em escolas públicas, orfanatos, centros para doentes mentais e em outras instituições, que, em sua maioria, eram administradas por sacerdotes e freiras católicas.

"O relatório ilumina um período obscuro do passado. A publicação deste extenso documento e análise é um passo bem-vindo e importante para estabelecer a verdade, para dar justiça às vítimas e para assegurar que um abuso como esse não volte a acontecer", disse Brady.

O cardeal reconheceu o "grande dano e sofrimento" causado a "alguns dos menores e mais vulneráveis integrantes de nossa sociedade", e acredita que estas revelações "ajudarão a curar a dor das vítimas".

"A Igreja Católica continua decidida a fazer tudo o que for necessário para transformar a Igreja em um lugar seguro, alegre e provedor de vida para as crianças", disse. "Sinto muito e estou envergonhado que menores tenham sofrido de maneiras tão horríveis nestas instituições", acrescentou Brady. 

Abusos


O relatório, de cinco volumes, trata de instituições que já foram fechadas.O Departamento de Educação também é criticado, por ter sido incompetente para impedir os abusos.

A comissão entrevistou 1.090 homens e mulheres que frequentaram 216 instituições entre orfanatos, hospitais e escolas. A divulgação do documento foi feita em um clima tenso, pois muitas das vítimas, algumas já idosas, estavam  presentes. 

O presidente da comissão, o juiz Sean Ryan, disse que, quando surgia uma denúncia de abusos, as autoridades transferiam os acusados para outra unidade, onde, "em muitos casos", eles voltavam a cometer crimes.

A igreja local ainda não se pronunciou sobre o conteúdo do relatório.

Nas próximas semanas, será divulgado o conteúdo de uma outra investigação da comissão sobre abusos ocorridos entre 1975 e 2004 em várias paróquias da capital irlandesa, que já foi qualificado como "horroroso" pelo arcebispo da diocese de Dublin, Diarmud Martin.

 

Relatório denuncia abuso sexual infantil na Irlanda

Da década de 30 até o fechamento das instituições, mais de dois mil meninos e meninas foram violentados, espancados e humilhados por padres e freiras que dirigiam orfanatos, reformatórios e escolas.

Jornal Nacional

 

Na Irlanda, uma comissão independente divulgou um relatório chocante. Durante 60 anos, milhares de crianças sofreram abusos em instituições religiosas do país.
Da década de 30 até o fechamento das instituições, nos anos 90, mais de dois mil meninos e meninas foram violentados, espancados e humilhados por padres e freiras que dirigiam orfanatos, reformatórios e escolas.

As crianças denunciaram os abusos para integrantes da Igreja e inspetores do governo, mas nada foi feito. Apesar disso, nenhum padre ou freira será incriminado porque a Justiça ordenou que nenhum nome real fosse incluído no relatório.

 

Denuncie e Peça Ajuda

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Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180
A Secretaria de Políticas para as Mulheres - SPM, da Presidência da República,  criou uma central telefônica para atendimento às mulheres. Este serviço tem seu funcionamento integrado a Ouvidoria da SPM, destinando-se a atender denúncias, orientar e encaminhar os casos de violência contra a mulher. O número colocado à disposição, considerado de utilidade pública, 180, permite ligações de todo território nacional. A Central funciona 24h por dia, inclusive aos finais de semana. A Central de Atendimento é também um importante instrumento para melhorar o conhecimento sobre os números da violência contra as mulheres no Brasil. Ligue 180!

Vida

A Organização Mundial da Saúde estima que 20 milhões dos 46 milhões de abortos realizados por ano em todo mundo são feitos de forma clandestina e em condições precárias, resultando na morte de 80 mil mulheres por ano, vítima de infecções, hemorragias, danos no útero ou pelo efeito de agentes tóxicos usados para induzir o aborto.

Os grupos que se reivindicam pró-vida ameaçam na verdade a vida destas 20 milhões de mulheres, sobretudo as mais pobres que não têm outra alternativa senão realizar o aborto mesmo com a sua vida em risco. Além disso, são consideradas criminosas por não terem condições de criar um filho ou por simplesmente não poderem optar sobre o próprio corpo.

Os grupos pró-vida se recusam a ver que a proibição do aborto é uma questão de saúde pública. Quando a mulher pobre tem uma gravidez indesejada ela não dispõe de recursos financeiros para realizar um aborto - muito menos para manter um filho. Parte então para métodos absolutamente arriscados e precários, usando agulhas de tricô para perfurar o colo do útero, chás medicinais ou até mesmo "simpatias" que supostamente fariam ela ter um aborto induzido.

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