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Terça 7 Setembro 2010
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# Título do Artigo Autora Acessos
1 A forma mais comum do medo é o medo do medo Administrator 251
2 Uma nova perspectiva de transformação Administrator 154
3 Diversidade sexual Administrator 297
4 REFLEXÕES SOBRE PROSTITUIÇÃO NA CONTEMPORANEIDADE Administrator 1483
5 O aborto dos homens Administrator 233
6 A máquina de lavar e eu Administrator 233
7 Por mais mulheres na política Administrator 466
8 O dogma do aborto e o aborto do dogma Administrator 315
9 Leis dos homens contra leis de Deus Administrator 254
10 Sobre o complexo caso do Dr. Roger Abdelmassih Administrator 1949
 
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Vida

A Organização Mundial da Saúde estima que 20 milhões dos 46 milhões de abortos realizados por ano em todo mundo são feitos de forma clandestina e em condições precárias, resultando na morte de 80 mil mulheres por ano, vítima de infecções, hemorragias, danos no útero ou pelo efeito de agentes tóxicos usados para induzir o aborto.

Os grupos que se reivindicam pró-vida ameaçam na verdade a vida destas 20 milhões de mulheres, sobretudo as mais pobres que não têm outra alternativa senão realizar o aborto mesmo com a sua vida em risco. Além disso, são consideradas criminosas por não terem condições de criar um filho ou por simplesmente não poderem optar sobre o próprio corpo.

Os grupos pró-vida se recusam a ver que a proibição do aborto é uma questão de saúde pública. Quando a mulher pobre tem uma gravidez indesejada ela não dispõe de recursos financeiros para realizar um aborto - muito menos para manter um filho. Parte então para métodos absolutamente arriscados e precários, usando agulhas de tricô para perfurar o colo do útero, chás medicinais ou até mesmo "simpatias" que supostamente fariam ela ter um aborto induzido.

campanha-2009

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